quinta-feira, 17 de maio de 2012

CRIOCIRURGIA

A criocirurgia é um procedimento onde é feito um congelamento das lesões cutâneas a temperaturas muitas baixas, levando a destruição celular e consequentemente a morte celular. Em dermatologia veterinária é indicada em várias situações podendo ser usadas em neoplasias, granulomas, hiperplasias, micoses profundas e lesões inespecíficas (fistulas, hiperqueratoses, etc).

O procedimento é feito usando um aparelho especial que produz um jato de nitrogênio liquido, usado diretamente na pele do animal a ser tratado. O procedimento é um pouco doloroso mas menos invasivo do que a cirurgia convecional, devendo sempre ser usado a anestesia local e quando necessário associar com a anestesia geral em alguns casos.

Vale lembrar que a técnica de criocirugia é limitada, e cada caso deve ser avaliado de forma individualizada ou sempre que necessário associar com a cirurgia convencional.
Felino,6 anos, Carcinoma espinocelular com a tecnica da Criocirurgia
Dr.William Klein e Dr.Priscila Jeans

segunda-feira, 7 de maio de 2012

QUANDO O ALIMENTO SE TORNA UM PROBLEMA




A cena é típica, o cliente entra na loja, escolhe uma determinada ração e fornece ao seu bichinho. Tudo certo até aqui, o problema começa a aparecer quando o próprio alimento, inofensivo na maioria das vezes, começa a se tornar um fator complicante. As reações adversas aos alimentos nos animais podem ser classificadas em 2 tipos: A intolerância alimentar e a Alergia alimentar. Apesar de muitos parecidos, existe uma grande diferença entre os termos descritos. A intolerância alimentar é classificadas como como um evento não imunológico (ex: intolerância a lactose), já a alergia alimentar envolve um complexo sistema imunológico desenvolvido a partir do consumo de certos alimentos.

As manifestações clínicas mais comum incluem: coceira, queda de pelos, lesões na pele, diarreias e vômitos freqüentes. O que devemos saber é que infelizmente não existe alimentos mais alérgicos que outros, na maioria das vezes o animal irá se tornar alérgico aos alimentos mais comuns que são oferecidos a eles, seja dieta comercial (rações) ou dieta caseira, além disso, fatores ambientais, genéticos e má digestão podem favorecer as reações alérgicas.


O diagnostico de um animal com alergia alimentar sempre é trabalhoso e envolve uma grande colaboração tanto do médico veterinário como do proprietário. O tratamento envolve o fornecimento de alimentos ditos com baixo poder alergênico, que podem incluir fontes de proteínas inéditas na dieta do seu animalzinho, como carne de cordeiro ou coelho, ou rações hidrolisadas a base de soja. É necessário persistir na dieta por no mínimo 6 semanas sem adição de qualquer outro alimento a dieta.

Caso o animal melhore a alergia em si, fica estabelecido o diagnóstico de alergia alimentar, caso não, o médico veterinário deverá pensar em outros diagnosticos. Vale lembrar que durante o fornecimento da ração especifica, o animalzinho em questão não deverá receber nenhum outro tipo de alimentação (petiscos, ossinhos, biscoitos) e não poderá estar com efeitos de medicamentos que contenham cortisona.

domingo, 6 de maio de 2012

ARTIGOS EM PDF

LINKS: http://www.slideshare.net/williamklein/paper-dermatite-superficial
              http://www.slideshare.net/williamklein/penfigo-artigo
E AGORA DOUTOR, QUAL SHAMPO ESCOLHER?

Quando estamos diante de um problema de pele, a primeira pergunta que vem as nossas cabeças é: e agora doutor?qual shampo devo utilizar? eles não são todos iguais?. A pergunta parece fácil, mas antes de utilizar qualquer  tipo de shampo, devemos saber que pra cada tipo de problema existe um tipo de shampo mais eficaz e adequado, o que garantira um melhor resultado para o problema de pele apresentado.
Neste artigo iremos ter a noção dos principais ativos usados na dermatologia veterinária, bem como as situações em que um produto será melhor que o outro.

Principios Ativos:

CLOREXIDINA: potente anti-séptico de ampla utilização na medicina veterinária, com grande atividade antimicrobiana, eficaz contra bactérias gram positivas, negativas , fungos e leveduras.
Concentrações:  1 a 4%

ÁC.SALICÍLICO: queratolítico, queratoplástico, fungicida, bacteriostático
Concentrações:  0,5 a 2%
obs: sinergismo com o enxofre nas mesmas concentrações

ENXOFRE: queratolítico, queratoplástico, fungicida, acaricida
Concentrações: 1 a 5%
obs: sinergismo com o ác.salicílico nas mesmas concentrações

PERÓXIDO DE BENZOILA: queratolítico,bactericida, desengordurante, diminui os níveis
de ác graxos, pH e atividades das glândulas sebáceas.
Concetrações: 2,5 a 5%

ALCATRÃO: queratoplástico, desengordurante, antipruriginoso. 
Concentrações:0,5 a 4%
 obs: sinergismo c/ enxofre e ác salicílico

SULFETO DE SELÊNIO: queratolítico, queratoplástico, desengordurante. 
Concentrações: 1 a 2,5%

IRGASAN (TRICLOSAN): bacteriostático, antiséptico.
Concentrações: 0,5 a 1%

DICAS E ASSOCIAÇÕES MAIS UTILIZADAS

Ác. Salicílico     2%
Enxofre             2%
Sh Base emoliente qsp
Vai bem em: Seborréia seca

Ác. Salicílico   2%
Enxofre           2%
 Irgasan           1% 
Sh base qsp
Vai bem em: Seborréia seca + foliculite

Sulfeto Selenio  2,5%
Sh base  qsp
Vai bem em: Seborréia oleosa

Clorexidine   3% 
Sh base qsp
Vai bem em: Foliculite,malasseziose,dermatofitose 

Clorexidine    3% 
Enxofre          2%
Sh base qsp 
Vai bem em: Seborréia seca + foliculite

Peróxido benzoila   2,5%
Eritromicina             2%
Sh base qsp
Vai bem em: Seborréia + foliculite  profunda

Clorexidine      3%
Aloe vera         3%
Hidroviton         2%
Sh Emoliente  qsp 
Vai bem em: foliculite + hidratante

Ext Calêndula        3%
Ext Aloe Vera         3%  
Ext Camomila         2% 
Hidroviton            2%
Sh Base qsp 
Vai em em: hidratante,calmante

legenda:
queratoplástico: atuam na queratinização dos epitelélios promovendo a regeneração da camada córnea
queratolíticos: atuam nas descamações mais superficiais da pele

 






sexta-feira, 4 de maio de 2012

Atualmente acredita-se que em torno de 15 % da populacão canina e felina, sejam portadores da Sindrome da Dermatite Atopica, o que vem se tornando o problema cada vez mas frequente, uma vez que  a dermatite atopica ou simplesmente atopia não tem cura, apenas o controle dos sintomas.
Entende-se por atopia, um predisposicao genetica para desenvolver sintomas alergicos apos a repeticao de alguns fatores externos (acaros, poeira doméstica, fungos, plantas, grama) o que favorece a infecções de repetição na pele dos animais.
Um animal que é portador da atopia, terá como principal sintomas o prurido (coçeira intensa), de algumas regiões mais especificas do corpo (regiao mentoniana, pescoço, patas, ao redor dos olhos, entre outros lugares), como mostrado na fig.
O diagnóstico da dermatite atopica, deverá ser através da exclusão de outras doenças que causam os mesmo sintomas que podem incluir doenças parasitárias, hormonais, alérgicas, entre outras.
Vale salientar que infelizmente não existe nenhum teste especifico para o diagnostico da atopia, devendo ser o diagnostico exclusivo por eliminação de outras doenças. Tendo em vista a não cura do animal e sim o controle seu tratamento deverá ser individualizado, tendo em vista que cada animal pode reagir de forma diferente (alguns mais alérgicos que outros). Dentre as possibilidades terapeuticas existem uma série de medicamentos a serem utilizados, como shampoos terapeuticos, corticóides, omegas, entre outros.
Vale lembrar que na dúvida... sempre é mais indicado consultar um médico veterinário, ele sempre será o profissional  mais indicado.






Fontes

Muller, R.S. Diagnosis and treatment of canine atopic dermatitis
Ralf S. Mueller DipACVD, DipECVD, FACVSc
Proceedings of the 33rd World Small Animal Veterinary Congress 2008 - Dublin, Ireland. Disponível em: http://www.ivis.org

Nuttall,T. Tratamiento de la dermatitis atópica
Veterinary Focus / / Vol 18 No 1 / / 2008
Disponível em: http://www.ivis.org

Prelaud, P., Harvey, R. Dermatología canina y nutrición clínica
Enciclopedia de la nutrición clínica canina - Royal Canin
Disponível em: http://www.ivis.org

Farias, M.R. Síndrome Dermatite Atópica Canina: consenso.
Disponível em :
http://www.sovergs.com.br/palestras/Dr_Marconi_de_Farias_Sindrome_Dermatite_Atopica_Canina_consenso.pdf